Docker

Tenho, no mínimo, quatro.
O primeiro é tão simples,
é o mais fácil.

Com um dedo eu levo a corrida dos ratos.

Os outros vieram depois,
por curiosidade, assim, em parte.
Talvez mais por necessidade.

Após o Flammarion, veio a pluralidade.

São muitos os números, e muitas as hipóteses.
Os certos não sabem nem as perguntas,
quem dirá as respostas.

Dispensei tanto do orgulho, que já soluço errado.

Não queria mais variáveis no meu poço,
repleto de dúvidas. Minto, eu queria,
desde que eu pudesse saber de tudo.

Não precisava era que aquela me custasse tanto.

Sinto que é uma pirraça. Talvez uma lição.
Pra mim, pro outro? Pra quem então?
Essa eu não sei.

Porque eu conto aqui,
mas eu escuto lá.
E, no meio, só me toca o vazio.
Eu não tive nem o ar.

poetry·1 Oct 2026

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